Construindo Parcerias Fintech Mais Inteligentes para Inovação e Controle de Risco

5 de mayo de 2025
Autor: Mark Forbis, Board Member and Former CTO, Jack Henry & Ass.
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Parcerias bem-sucedidas exigem estruturas de avaliação organizadas, monitoramento contínuo e ..... 

Resumo Executivo:

Instituições financeiras (IFs) enfrentam pressão crescente para se digitalizar, ao mesmo tempo em que gerenciam custos de conformidade em alta e relações complexas com fornecedores. A Conference of State Bank Supervisors (CSBS) reporta que os custos de conformidade agora consomem até 22% do lucro líquido de muitas instituições. O sucesso exige encontrar o equilíbrio certo entre inovação e gestão de risco. 

Principais Conclusões: 

  • O risco de parceria vai além dos relacionamentos diretos – uma abordagem abrangente de gestão de risco é essencial. 

  • Inovação e conformidade não são forças opostas – são exigências complementares para o banking moderno. 

  • Parcerias bem-sucedidas exigem estruturas de avaliação organizadas, monitoramento contínuo e planos de contingência claros. 

Uma Nota Pessoal sobre Parcerias

Ao longo das minhas três décadas em tecnologia financeira, defendi consistentemente parcerias fintech estratégicas — muito antes de isso se tornar uma tendência do setor. Esses relacionamentos representam oportunidades de crescimento mútuo, não ameaças competitivas. A questão não é se devemos adotar parcerias fintech — é como gerenciá-las com sabedoria. As pressões regulatórias de hoje, os avanços tecnológicos e as crescentes expectativas dos clientes tornam essa abordagem mais crítica do que nunca. 

Os Seis Graus do Risco Financeiro

Imagine isto: uma instituição financeira de US$ 500 milhões perde repentinamente o acesso a toda a sua plataforma de banking digital. A causa? Não um ataque cibernético ou falha interna — mas uma vulnerabilidade no sistema de um fornecedor de quarto nível, três graus de distância do parceiro fintech. Como um ex-regulador certa vez me disse: "Eles nem sabiam que esse fornecedor existia." E tenho certeza de que cada um de vocês pode citar outros exemplos da própria experiência. 

Esse não é um cenário hipotético — é um lembrete contundente de como nosso ecossistema financeiro se tornou interconectado. Cada parceiro fintech vem com múltiplas camadas de risco — cada conexão adicionando mais um ponto potencial de falha. Os riscos são altos: 

  • 73% das violações de segurança se originam de ecossistemas de terceiros (Ponemon Institute, 2024). 

  • O caso de PLD do TD Bank resultou em uma multa de US$ 3 bilhões — mostrando que a má gestão de risco, seja interna ou por meio de parcerias, tem consequências severas. 


Como Parcerias Fintech Impulsionam o Crescimento

Quando bem estruturadas, as parcerias fintech entregam benefícios substanciais: 

  • Acelerando Inovação e Expansão de Mercado 

    1. Fintechs ajudam IFs a desenvolver, testar e implantar soluções de ponta mais rapidamente. 

    2. A PwC relata que IFs esperam um ROI médio de 20% em projetos de inovação fintech. 

    3. Histórias de parcerias bem-sucedidas, como JPMorgan Chase & OnDeck, demonstram novos modelos de crédito digital. 

  • Reduzindo Custos Operacionais 

    1. Empresas financeiras podem economizar até 30% em custos operacionais por meio de automação, infraestrutura compartilhada e fluxos otimizados (McKinsey). 

    2. Soluções RegTech ajudaram algumas instituições financeiras a reduzir custos de conformidade em até 50%, melhorando a detecção. 

    3. Processos simplificados por meio de fluxos de trabalho automatizados. 

  • Melhorando a Experiência do Cliente 

    1. Experiências digitais fluidas não apenas aumentam a satisfação do cliente, mas também melhoram a entrega de serviços, impulsionando retenção e fidelidade. 

    2. A Forrester relata que instituições com plataformas digitais fortes têm 2,5 vezes mais chances de ver alto engajamento e recomendação de clientes. 


Os Riscos Que Não Podem Ser Ignorados

Parcerias fintech oferecem enormes oportunidades de crescimento e eficiência, mas as instituições financeiras precisam abordar cuidadosamente as principais áreas de risco para garantir o sucesso. 

Principais Áreas de Risco: 

  • Complexidade Regulatória e de Conformidade 

    1. As instituições permanecem responsáveis pela conformidade, mesmo ao terceirizar. 

    2. Multas regulatórias por não conformidade atingiram US$ 17,4 bilhões em 2023 (Fenergo Global Financial Institution Fines Report, 2024). 

  • Falhas de Cibersegurança e Proteção de Dados 

    1. 73% das violações se originam de ecossistemas de terceiros (Ponemon Institute). 

    2. O custo médio de uma violação de dados no setor financeiro é de US$ 6,1 milhões (IBM). 

  • Desafios de Integração Operacional 

    1. 40% das parcerias fintech falham devido a desalinhamento de estratégia e operações (EY-Parthenon). 

    2. As instituições precisam de modelos de governança estruturados para garantir integração fintech tranquila. 

  • O Mito de Evitar o Risco de Terceiros 

    1. A resposta não é evitar fintechs — é escolher as certas e garantir supervisão contínua. 

    2. Uma gestão eficaz de risco de terceiros deve incluir: 

      1. Due diligence e monitoramento contínuos. 

      2. Estruturas de conformidade claras. 

      3. Transparência automatizada das transações. 


Construindo uma Parceria Resiliente: Perguntas Críticas de Due Diligence
  • Resiliência Operacional e Integração 

    1. Como você mantém o controle de registros críticos? 

    2. Qual é sua estratégia de escalabilidade e processo de planejamento de capacidade? 

    3. Como você garante integração perfeita com os sistemas existentes? 

    4. Como você valida a interoperabilidade do sistema durante atualizações? 

  • Conformidade e Gestão de Risco 

    1. Como vocês automatizaram o monitoramento e o reporte de conformidade? 

    2. Qual é sua abordagem para Know Your Client's Customers (KYCC)? 

    3. Como vocês detectam e previnem fraude ao longo de todo o ciclo de vida da transação? 

    4. Com que frequência vocês avaliam e atualizam os controles de conformidade? 

  • Segurança e Supervisão da Parceria 

    1. Que procedimentos de resposta a incidentes e escalonamento existem? 

    2. Como vocês gerenciam os controles de acesso de fornecedores? 

    3. Qual é sua estratégia de continuidade de negócios? 

    4. Como vocês garantem transparência nas operações e nos relatórios? 


Estrutura Prática de Avaliação

Para ir além de uma avaliação subjetiva, instituições bem-sucedidas avaliam potenciais parceiros fintech usando um sistema de pontuação ponderada em dimensões críticas, como: 

Categoria 

Peso 

Nota 

Nota Ponderada 

Conformidade Regulatória 

30% 

– 

– 

Controles de Segurança 

25% 

– 

– 

Capacidades Operacionais 

20% 

– 

– 

Estabilidade Financeira 

20% 

– 

– 

Aderência Cultural 

5% 

– 

– 

Total 

100% 

 

 

Esses percentuais oferecem um ponto de partida para a avaliação. Ajuste a ponderação com base no apetite a risco da sua instituição, no cenário regulatório, nas prioridades estratégicas e nas características específicas do parceiro fintech. 


As Instituições Financeiras Que Vão Liderar

O futuro do banking não é sobre escolher entre inovação e excelência regulatória — é sobre abraçar ambas de forma inteligente. Minha experiência mostra que instituições bem-sucedidas constroem parcerias com gestão de risco robusta no centro, mantendo transparência e segurança em todo o seu ecossistema. 

As implementações mais bem-sucedidas compartilham características-chave: 

  • Gestão de risco abrangente incorporada em cada processo. 

  • Troca de informações contínua entre todas as partes. 

  • Visibilidade total dos fluxos de transação. 

  • Integração que se adapta aos sistemas existentes em vez de forçar uma reformulação completa. 

  • Controles de conformidade robustos incorporados em cada processo. 

  • Capacidades de auditoria de ponta a ponta. 

  • Padrões de segurança e criptografia em nível empresarial. 

Na Avalo Labs, vi como esses princípios se concretizam na prática. A plataforma permite que instituições financeiras mantenham visibilidade e controle enquanto trabalham com parceiros fintech, integrando-se suavemente à infraestrutura existente para garantir conformidade e gerenciar riscos com eficácia, sem interromper as operações. 

O caminho a seguir é claro: instituições financeiras que constroem parcerias inteligentes e seguras — apoiadas por sistemas transparentes e interoperáveis e estruturas robustas de gestão de risco — vão definir o futuro do banking. A questão não é se devemos inovar por meio de parcerias, mas como fazê-lo mantendo o controle do próprio destino. 


Mark Forbis traz mais de três décadas de expertise em tecnologia financeira para seu papel como membro do conselho da Avalo Holdings. Como ex-CTO da Jack Henry & Associates, ele ajudou centenas de instituições financeiras a navegar pela interseção entre inovação e gestão de risco. 

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Expansão e supervisão não são uma troca – e você não deve ser solicitado a escolher entre uma ou outra.
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