
Parcerias bem-sucedidas exigem estruturas de avaliação organizadas, monitoramento contínuo e .....
Instituições financeiras (IFs) enfrentam pressão crescente para se digitalizar, ao mesmo tempo em que gerenciam custos de conformidade em alta e relações complexas com fornecedores. A Conference of State Bank Supervisors (CSBS) reporta que os custos de conformidade agora consomem até 22% do lucro líquido de muitas instituições. O sucesso exige encontrar o equilíbrio certo entre inovação e gestão de risco.
Principais Conclusões:
O risco de parceria vai além dos relacionamentos diretos – uma abordagem abrangente de gestão de risco é essencial.
Inovação e conformidade não são forças opostas – são exigências complementares para o banking moderno.
Parcerias bem-sucedidas exigem estruturas de avaliação organizadas, monitoramento contínuo e planos de contingência claros.
Ao longo das minhas três décadas em tecnologia financeira, defendi consistentemente parcerias fintech estratégicas — muito antes de isso se tornar uma tendência do setor. Esses relacionamentos representam oportunidades de crescimento mútuo, não ameaças competitivas. A questão não é se devemos adotar parcerias fintech — é como gerenciá-las com sabedoria. As pressões regulatórias de hoje, os avanços tecnológicos e as crescentes expectativas dos clientes tornam essa abordagem mais crítica do que nunca.
Imagine isto: uma instituição financeira de US$ 500 milhões perde repentinamente o acesso a toda a sua plataforma de banking digital. A causa? Não um ataque cibernético ou falha interna — mas uma vulnerabilidade no sistema de um fornecedor de quarto nível, três graus de distância do parceiro fintech. Como um ex-regulador certa vez me disse: "Eles nem sabiam que esse fornecedor existia." E tenho certeza de que cada um de vocês pode citar outros exemplos da própria experiência.
Esse não é um cenário hipotético — é um lembrete contundente de como nosso ecossistema financeiro se tornou interconectado. Cada parceiro fintech vem com múltiplas camadas de risco — cada conexão adicionando mais um ponto potencial de falha. Os riscos são altos:
73% das violações de segurança se originam de ecossistemas de terceiros (Ponemon Institute, 2024).
O caso de PLD do TD Bank resultou em uma multa de US$ 3 bilhões — mostrando que a má gestão de risco, seja interna ou por meio de parcerias, tem consequências severas.
Quando bem estruturadas, as parcerias fintech entregam benefícios substanciais:
Acelerando Inovação e Expansão de Mercado
Fintechs ajudam IFs a desenvolver, testar e implantar soluções de ponta mais rapidamente.
A PwC relata que IFs esperam um ROI médio de 20% em projetos de inovação fintech.
Histórias de parcerias bem-sucedidas, como JPMorgan Chase & OnDeck, demonstram novos modelos de crédito digital.
Reduzindo Custos Operacionais
Empresas financeiras podem economizar até 30% em custos operacionais por meio de automação, infraestrutura compartilhada e fluxos otimizados (McKinsey).
Soluções RegTech ajudaram algumas instituições financeiras a reduzir custos de conformidade em até 50%, melhorando a detecção.
Processos simplificados por meio de fluxos de trabalho automatizados.
Melhorando a Experiência do Cliente
Experiências digitais fluidas não apenas aumentam a satisfação do cliente, mas também melhoram a entrega de serviços, impulsionando retenção e fidelidade.
A Forrester relata que instituições com plataformas digitais fortes têm 2,5 vezes mais chances de ver alto engajamento e recomendação de clientes.
Parcerias fintech oferecem enormes oportunidades de crescimento e eficiência, mas as instituições financeiras precisam abordar cuidadosamente as principais áreas de risco para garantir o sucesso.
Principais Áreas de Risco:
Complexidade Regulatória e de Conformidade
As instituições permanecem responsáveis pela conformidade, mesmo ao terceirizar.
Multas regulatórias por não conformidade atingiram US$ 17,4 bilhões em 2023 (Fenergo Global Financial Institution Fines Report, 2024).
Falhas de Cibersegurança e Proteção de Dados
73% das violações se originam de ecossistemas de terceiros (Ponemon Institute).
O custo médio de uma violação de dados no setor financeiro é de US$ 6,1 milhões (IBM).
Desafios de Integração Operacional
40% das parcerias fintech falham devido a desalinhamento de estratégia e operações (EY-Parthenon).
As instituições precisam de modelos de governança estruturados para garantir integração fintech tranquila.
O Mito de Evitar o Risco de Terceiros
A resposta não é evitar fintechs — é escolher as certas e garantir supervisão contínua.
Uma gestão eficaz de risco de terceiros deve incluir:
Due diligence e monitoramento contínuos.
Estruturas de conformidade claras.
Transparência automatizada das transações.
Resiliência Operacional e Integração
Como você mantém o controle de registros críticos?
Qual é sua estratégia de escalabilidade e processo de planejamento de capacidade?
Como você garante integração perfeita com os sistemas existentes?
Como você valida a interoperabilidade do sistema durante atualizações?
Conformidade e Gestão de Risco
Como vocês automatizaram o monitoramento e o reporte de conformidade?
Qual é sua abordagem para Know Your Client's Customers (KYCC)?
Como vocês detectam e previnem fraude ao longo de todo o ciclo de vida da transação?
Com que frequência vocês avaliam e atualizam os controles de conformidade?
Segurança e Supervisão da Parceria
Que procedimentos de resposta a incidentes e escalonamento existem?
Como vocês gerenciam os controles de acesso de fornecedores?
Qual é sua estratégia de continuidade de negócios?
Como vocês garantem transparência nas operações e nos relatórios?
Para ir além de uma avaliação subjetiva, instituições bem-sucedidas avaliam potenciais parceiros fintech usando um sistema de pontuação ponderada em dimensões críticas, como:
|
Categoria |
Peso |
Nota |
Nota Ponderada |
|
Conformidade Regulatória |
30% |
– |
– |
|
Controles de Segurança |
25% |
– |
– |
|
Capacidades Operacionais |
20% |
– |
– |
|
Estabilidade Financeira |
20% |
– |
– |
|
Aderência Cultural |
5% |
– |
– |
|
Total |
100% |
|
|
Esses percentuais oferecem um ponto de partida para a avaliação. Ajuste a ponderação com base no apetite a risco da sua instituição, no cenário regulatório, nas prioridades estratégicas e nas características específicas do parceiro fintech.
O futuro do banking não é sobre escolher entre inovação e excelência regulatória — é sobre abraçar ambas de forma inteligente. Minha experiência mostra que instituições bem-sucedidas constroem parcerias com gestão de risco robusta no centro, mantendo transparência e segurança em todo o seu ecossistema.
As implementações mais bem-sucedidas compartilham características-chave:
Gestão de risco abrangente incorporada em cada processo.
Troca de informações contínua entre todas as partes.
Visibilidade total dos fluxos de transação.
Integração que se adapta aos sistemas existentes em vez de forçar uma reformulação completa.
Controles de conformidade robustos incorporados em cada processo.
Capacidades de auditoria de ponta a ponta.
Padrões de segurança e criptografia em nível empresarial.
Na Avalo Labs, vi como esses princípios se concretizam na prática. A plataforma permite que instituições financeiras mantenham visibilidade e controle enquanto trabalham com parceiros fintech, integrando-se suavemente à infraestrutura existente para garantir conformidade e gerenciar riscos com eficácia, sem interromper as operações.
O caminho a seguir é claro: instituições financeiras que constroem parcerias inteligentes e seguras — apoiadas por sistemas transparentes e interoperáveis e estruturas robustas de gestão de risco — vão definir o futuro do banking. A questão não é se devemos inovar por meio de parcerias, mas como fazê-lo mantendo o controle do próprio destino.
Mark Forbis traz mais de três décadas de expertise em tecnologia financeira para seu papel como membro do conselho da Avalo Holdings. Como ex-CTO da Jack Henry & Associates, ele ajudou centenas de instituições financeiras a navegar pela interseção entre inovação e gestão de risco.